ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE TRIAGEM POR PROFISSIONAL CLÍNICO E MÉTODO AUTOMATIZADO PARA DOAÇÃO DE SANGUE EM HEMOCENTRO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53843/bms.v10i14.1086

Palavras-chave:

Doador de sangue, Software, Seleção do Doador

Resumo

INTRODUÇÃO: O uso de tecnologias para otimizar a triagem clínica de doadores de sangue tem sido cada vez mais adotado mundialmente, como nos Estados Unidos, que já utilizam modelos de triagem mista. METODOLOGIA: Este estudo teve como objetivo comparar o tempo despendido para a avaliação e a definição da aptidão de doadores de sangue, considerando-se a triagem realizada por um profissional da saúde e aquela efetuada por um software desenvolvido para essa finalidade. Trata-se de um estudo observacional, transversal, com abordagem qualitativa e quantitativa, que envolveu 210 participantes maiores de 18 anos. Cada participante passou pela triagem clínica e, em seguida, respondeu a um questionário digital. RESULTADO: A triagem tradicional apresentou tempo médio de 3 minutos e 3 segundos, enquanto o método automatizado apresentou média de 1 minuto e 55 segundos, sendo mais célere em 70,47% dos casos. Quanto aos resultados de aptidão, houve congruência em 57,14% dos casos, enquanto incongruências ocorreram em 42,86%. Nas situações de discordância referentes à triagem automatizada, além dos casos encaminhados para avaliação clínica presencial, o software identificou fatores de inaptidão, como alimentação inadequada e baixos níveis de hemoglobina. DISCUSSÃO: A incorporação de softwares específicos para a triagem clínica apresenta benefícios tanto para os doadores quanto para a segurança transfusional. Esses sistemas proporcionam maior agilidade ao processo e ampliam a percepção de privacidade por parte do doador, favorecendo a revelação de comportamentos de risco. Além disso, contribuem para a educação em saúde, ao permitirem que os doadores compreendam os critérios utilizados na avaliação de aptidão. CONCLUSÃO: Conclui-se que o software de triagem automatizada para doadores de sangue demonstrou agilidade e congruência nos resultados, mostrando-se promissor como apoio à avaliação clínica. Sua aplicação é relevante em cenários de alta demanda, no entanto requer validação multicêntrica para confirmar efetividade e segurança.

Referências

Myers DJ, Collins RA. Blood Donation. Em: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024 [citado 30 de outubro de 2024]. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK525967/

BRASIL MDS. Ministério da Saúde. 2023 [citado 4 de junho de 2024]. Ministério da Saúde lança campanha para incentivar doação de sangue. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/junho/ministerio-da-saude-lanca-campanha-para-incentivar-doacao-de-sangue

Gammon RR, Dubey R, Gupta GK, Hinrichsen C, Jindal A, Lamba DS, et al. Patient Blood Management and Its Role in Supporting Blood Supply. J Blood Med. 30 de novembro de 2023;14:595–611.

Soares TM. Implicações do processo de trabalho na saúde do triador clínico de doadores de sangue. Implications of the work process on the health of the clinical blood donor screener [Internet]. 5 de dezembro de 2023 [citado 2 de junho de 2024]; Disponível em: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/41165

Rivera Chavez GM, Barbosa AN, Pontes GS. Trends in unsuitability for blood donation in the Brazilian Amazon. Front Public Health. 22 de dezembro de 2022;10:1056332.

Monteiro TH, Ferreira Í de J da R, Junior ACFP, Chocair HS, Ferreira JD. Barriers and motivations for blood donation: an integrative review. Hematol Transfus Cell Ther. 22 de novembro de 2023;S2531-1379(23)02583-X.

Savioli ML, Sakashita AM, Cipolletta ANF, Brandão RCT de C, Kutner JM. Telemedicine pre-screening for blood donor. Hematology, Transfusion and Cell Therapy [Internet]. 30 de janeiro de 2024 [citado 23 de maio de 2024]; Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924000075

Li L, Valero M, Keyser R, Ukuku AM, Zheng D. Mobile applications for encouraging blood donation: A systematic review and case study. Digit Health. 2023;9:20552076231203603.

Rosochacki L, Hawkins J. Donor Screening and Deferral. Clin Lab Med. dezembro de 2021;41(4):563–77.

Freitas EM de, Pinto RT, Robert AF, Purim KSM. Sociodemographic Profile of Blood Donations and Ways to Encourage Them. Cureus [Internet]. maio de 2024 [citado 4 de junho de 2024];16(5). Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC11104701/

BRASIL MDS. Ministério da Saúde. 2022 [citado 26 de março de 2025]. Hemocentros: a importância da manutenção dos estoques de sangue no período festivo e de férias. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/dezembro/hemocentros-a-importancia-da-manutencao-dos-estoques-de-sangue-no-periodo-festivo-e-de-ferias

King A, Arroyos GB, Cellier N, Durgacharan S, Kerr M, Larrea L, et al. Connectivity in transfusion medicine: Challenges, benefits, and goals. Transfus Apher Sci. fevereiro de 2024;63(1):103841.

Downloads

Publicado

04.02.2026

Como Citar

1.
ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE TRIAGEM POR PROFISSIONAL CLÍNICO E MÉTODO AUTOMATIZADO PARA DOAÇÃO DE SANGUE EM HEMOCENTRO. BMS [Internet]. 4º de fevereiro de 2026 [citado 24º de fevereiro de 2026];11(15). Disponível em: https://revistas.ifmsabrazil.org/bms/article/view/1086