EDUCAÇÃO SEXUAL: ESTRATÉGIA DE SAÚDE PÚBLICA EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO DE JOVENS E ADOLESCENTES
Palavras-chave:
Saúde Pública, Educação Sexual, EnsinoResumo
INTRODUÇÃO: A educação sexual baseia-se no conhecimento acerca do próprio corpo, sentimentos e relações íntimas com outros indivíduos. O desenvolvimento das práticas de educação sexual em instituições de ensino, iniciou no século XX, na qual eram usadas a fim de oprimir e controlar o conhecimento dos jovens sobre o assunto, no entanto, nota-se que a educação sexual em ambientes escolares constitui importante ferramenta para a instrução e orientação de crianças e adolescentes sobre autoconhecimento, comportamentos, infecções sexualmente transmissíveis e métodos contraceptivos. OBJETIVO: Expor a importância da educação sexual em instituições de ensino, ressaltando os impactos positivos dessa prática na saúde pública. METODOLOGIA: Realizou-se uma revisão narrativa de literatura com base em artigos científicos entre 2020 e 2025, disponíveis na base dados PubMed. Os descritores utilizados foram “sexual education” e “STDs”. Foram selecionados estudos que abordassem a aplicação da educação sexual em instituições de ensino como estratégia de saúde pública. RESULTADOS e DISCUSSÃO: Programas em instituições de ensino públicas específicas mostraram efeitos positivos na implementação de iniciativas de educação sexual para jovens e adolescentes. O propósito é promover maior conscientização, reduzir alguns tipos de comportamentos sexuais de risco à saúde, aumentar o uso de preservativos, diminuir a exposição de adolescentes ao início precoce da prática de sexo desprotegido o que pode contribuir para uma diminuição futura da transmissão de infecções sexualmente transmissíveis, fortalecendo-se, assim, a saúde pública. Acredita-se que os ambientes escolares sejam ideais para essa intervenção por meio do aperfeiçoamento das habilidades e conhecimentos dos educadores sobre o assunto de modo a criar um ambiente seguro e confiável. Para tal, são necessários treinamentos de educação em saúde sexual com os professores, com foco no aprimoramento do ensino e aconselhamento adequado sobre o comportamento sexual responsável. Deste modo, os resultados ressaltam positivamente escolas que têm a introdução das discussões de educação sexual, verificou-se que houve modificações de certos comportamentos sexuais de risco pelos adolescentes, como atraso da iniciação sexual, e aumento do uso de métodos contraceptivos nas relações sexuais. CONCLUSÕES: Observou-se que a incorporação da educação sexual nas instituições de ensino, em conjunto com políticas públicas de saúde, contribui para a redução de comportamentos sexuais de risco entre os jovens, e amplia o acesso à informações pouco discutidas. O preparo dos educadores mostrou-se fundamental para o sucesso das intervenções, ao desenvolver um espaço seguro de diálogo e acolhimento, favorecendo a ampliação do conhecimento sobre sexualidade. Portanto, faz-se necessário incluir essas estratégias nos planos de ação das instituições de ensino, configurando-se como medida essencial para o fortalecimento da saúde pública.
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Referências
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