PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE NEOPLASIA MALIGNA DO OLHO E ANEXOS EM PERNAMBUCO ENTRE 2015 E 2025
Palavras-chave:
Tumores Oftalmológicos, Epidemiologia, PernambucoResumo
INTRODUÇÃO: A neoplasia maligna do olho e anexos caracteriza-se por cânceres e tumores no globo ocular ou em estruturas anexas, sendo mais comum em pessoas com olhos claros e brancas do que em negros, hispânicos e asiáticos. Esse tipo de doença possui uma alta prevalência em crianças, com destaque ao retinoblastoma, subtipo mais comum nesse grupo e que atinge principalmente a faixa etária de 0 a 5 anos. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico dos casos de neoplasia maligna do olho e anexos notificados em Pernambuco de 2015 a 2025. METODOLOGIA: Estudo quantitativo, transversal, observacional e de abordagem epidemiológica descritiva, a partir de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). RESULTADOS E DISCUSSÃO: Entre 2015 e 2025, registraram-se 522 casos de neoplasia maligna do olho e anexos no estado de Pernambuco. A faixa etária mais acometida foi de 0 a 19 anos (112; 21,4%), seguida por 70 a 74 anos (55; 10,5%) e 65 a 69 anos (53; 10,1%). Predominaram notificações em indivíduos de sexo biológico masculino (281; 53,8%) em relação a indivíduos de sexo biológico feminino (241; 46,2%). A modalidade terapêutica foi especificada em 195 (37,3%) dos casos, dentre elas, a quimioterapia foi a modalidade mais utilizada (91; 46,7%), seguida pela radioterapia (52; 26,7%) e pela intervenção cirúrgica (52; 26,7%). Quanto à distribuição por municípios, 516 (98,85%) casos foram diagnosticados em Recife, 4 (0,77%) em Petrolina e 2 (0,38%) em Caruaru. Observa-se que esses municípios são polos de suas respectivas regiões de saúde. Essa distribuição evidencia disparidades regionais, com uma maior concentração de diagnósticos nas áreas urbanizadas de Recife, que dispõe de melhor infraestrutura. Em contrapartida, o número reduzido de casos em Petrolina e Caruaru pode indicar subnotificação ou a escassez de recursos para diagnóstico nessas localidades. CONCLUSÃO: Os achados ressaltam a importância do acesso ao diagnóstico e tratamento precoce para cânceres oftalmológicos, sobretudo, para a população mais jovem de Pernambuco. Tais intervenções são essenciais para reduzir a morbimortalidade relacionadas a tumores oculares.
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