IMPLICAÇÕES DO USO INDISCRIMINADO DO METILFENIDATO PARA O MELHORAMENTO ACADÊMICO: UMA REVISÃO DE LITERATURA.
Palavras-chave:
Metilfenidato , Estudantes de Medicina, Desempenho Acadêmico, Efeitos Colaterais , Reações Adversas Relacionados a MedicamentosResumo
INTRODUÇÃO: O neuroaprimoramento, caracterizado pelo uso de substâncias para modular funções cognitivas e emocionais, tem se tornado comum entre estudantes universitários. O metilfenidato, utilizado no tratamento do TDAH, é frequentemente empregado de forma não médica para melhorar o desempenho acadêmico. Embora o uso possa trazer benefícios, como aumento da concentração, ele também apresenta riscos à saúde, como dependência e efeitos adversos. Dados recentes indicam que o uso de metilfenidato tem se intensificado no ambiente universitário, gerando preocupações. OBJETIVO(S): Analisar as implicações do uso indiscriminado do metilfenidato por estudantes para o aprimoramento acadêmico. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão de literatura nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, com publicações entre 2019 e 2025. Utilizou-se os descritores “methylphenidate”, “cognition”, “students”, “academic performance” e “drug-related side effects”, combinados com os operadores booleanos AND e OR. Foram encontrados 92 artigos, dos quais 5 atenderam aos critérios de inclusão: foco no uso não médico de metilfenidato por estudantes, texto completo disponível e publicação em inglês ou português. Os estudos selecionados foram: um estudo transversal (2019), uma revisão sistemática (2023) e uma análise ética (2021). RESULTADOS E DISCUSSÃO: O uso não médico de metilfenidato tem se tornado prevalente, especialmente entre universitários, com o objetivo de melhorar a concentração e o desempenho acadêmico. No estudo transversal (2019), 5,8% dos estudantes relataram o uso da substância sem prescrição médica, obtida principalmente de fontes informais, sem conhecimento claro sobre os efeitos adversos. A revisão sistemática (2023) confirmou que, embora o metilfenidato possa melhorar temporariamente a atenção, seus efeitos colaterais, como insônia, irritabilidade, taquicardia e dependência, são frequentes. Além disso, a falta de dados sobre os efeitos a longo prazo levanta sérias preocupações sobre a segurança do uso. A análise ética (2021) mostrou que o uso indiscriminado da droga pode comprometer a autonomia dos indivíduos e exacerbar desigualdades no ambiente acadêmico, sendo impulsionado por uma pressão social crescente por desempenho. CONCLUSÕES: O uso não médico do medicamento entre estudantes universitários apresenta riscos à saúde, incluindo dependência e efeitos adversos físicos e psicológicos. Ademais, esse comportamento implica questões éticas, como a diminuição da autonomia e o agravamento de desigualdades acadêmicas. Embora o uso da droga para aprimoramento acadêmico traga benefícios imediatos, ela também envolve implicações a longo prazo. Limitações metodológicas, como o número reduzido de estudos longitudinais e a escassez de dados sobre as consequências a longo prazo, devem ser levadas em consideração. Pesquisas futuras devem explorar essas lacunas para proporcionar uma compreensão mais robusta dos efeitos do uso indiscriminado de psicoestimulantes.
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Referências
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