A INFLUÊNCIA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA TOMADA DE DECISÕES MÉDICAS: UMA VISÃO CRÍTICA
Palavras-chave:
Medical decision making; Artificial Intelligence; Impacts.Resumo
INTRODUÇÃO: Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) tem se tornado cada vez mais presente na saúde, especialmente na tomada de decisões médicas. À medida que os algoritmos são alimentados com mais dados, sua precisão diagnóstica e capacidade preditiva melhoram. Sua capacidade de processar grandes volumes de dados tem transformado o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes, mas a integração da IA na prática clínica também traz implicações que precisam ser analisadas. A crescente dependência de sistemas automatizados levanta questões sobre a responsabilidade médica e a qualidade do atendimento, além de afetar a relação entre médico e paciente. OBJETIVO: Revisar as publicações recentes que avaliam o uso da IA na tomada de decisões médicas, e que abordaram seus benefícios e avanços, além dos desafios éticos, legais e sociais. METODOLOGIA: Foi realizada uma busca na PubMed usando as seguintes palavras-chave: “medical decision making”, “Artificial Intelligence” e “impacts”, de 2020 a 2025, segundo incluídos artigos publicados em inglês, português e espanhol. Do total de 337 artigos, após leitura do título e resumo, seis foram selecionados para esta revisão. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O uso de IA tem mostrado avanços significativos na precisão diagnóstica, redução de custos e otimização do tempo. A IA minimiza erros humanos e proporciona resultados rápidos, especialmente na análise de imagens médicas, como raios X, tomografias e ressonâncias magnéticas. Além disso, permite a personalização do tratamento ao analisar dados genéticos e históricos médicos, melhorando a qualidade do atendimento e reduzindo custos. Ferramentas de IA também auxiliam na gestão hospitalar e na otimização do fluxo de pacientes. Sistemas de suporte à decisão oferecem sugestões em tempo real para médicos, sem substituí-los. A IA pode reduzir erros médicos em até 86% e criar modelos 3D de órgãos para planejamento cirúrgico. Tecnologias como o "Dragon Ambient eXperience" (DAX) ajudam a reduzir a carga de trabalho dos profissionais de saúde. Contudo, a falta de dados de qualidade e questões de privacidade ainda representam desafios significativos. CONCLUSÕES: A inteligência artificial (IA) tem grande potencial para melhorar o atendimento ao paciente e os resultados clínicos, aumentando a precisão e a eficiência no diagnóstico e tratamento. A IA também contribui para o gerenciamento da saúde populacional, otimizando escolhas terapêuticas e tornando os tratamentos mais acessíveis. Para sua implementação eficaz, é essencial melhorar a coleta de dados, garantir a privacidade da informação e desenvolver modelos mais precisos. A supervisão humana continua fundamental para garantir a qualidade do atendimento. A aplicação responsável e colaborativa da IA pode transformar positivamente a medicina do futuro.
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Referências
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