Internações hospitalares por câncer infantojuvenil em Mato Grosso: perfil epidemiológico, desfechos clínicos e custos em um contexto de exposição a agrotóxicos (2020–2024)
DOI:
https://doi.org/10.53843/bms.v11i15.1423Palabras clave:
Neoplasias da Criança, Leucemia Linfoblástica Aguda, Neoplasias do Sistema Nervoso Central, Pesticidas, Custos de Cuidados de SaúdeResumen
Introdução: O câncer é a segunda causa de mortalidade em crianças e adolescentes no Brasil, sendo, em Mato Grosso, associado à intensa exposição a agrotóxicos. Métodos: Este estudo observacional, descritivo e retrospectivo analisou 2.323 internações hospitalares por câncer infantojuvenil (0 – 19 anos) no DATASUS/SIH entre 2020 e 2024, considerando variáveis sociodemográficas, clínicas e econômicas. Resultados: Houve maior concentração de internações em 2020 – 2021, predominando a leucemia linfoblástica aguda (57,90%), seguida por tumores do sistema nervoso central (11,11%) e neoplasia maligna do rim (6,03%). A faixa etária mais acometida foi de 1 a 9 anos (63,70%), com discreto predomínio masculino (55,75%) e prevalência da cor/raça parda (63,88%). A maioria dos pacientes recebeu alta hospitalar (98,50%), e os custos ultrapassaram R$247 milhões. Discussão: O perfil encontrado reflete padrões globais do câncer pediátrico, mas ressalta a influência do uso de agrotóxicos na morbimortalidade, além de desigualdades no acesso ao diagnóstico. Conclusão: O câncer infantojuvenil em Mato Grosso impõe expressivo impacto epidemiológico, ambiental e econômico, o que demanda vigilância e políticas públicas específicas.
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