Panorama epidemiológico de urolitíase na população feminina do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.53843/bktgjd68Palabras clave:
urolitíase, mulheres, brasilResumen
INTRODUÇÃO: A urolitíase é caracterizada pela formação de cálculos no trato urinário, influenciada por condições metabólicas e genéticas, afetando 5% a 15% da população mundial. No Brasil, a incidência de urolitíase entre mulheres tem aumentado necessitando uma análise epidemiológica para melhorar políticas públicas de saúde. O objetivo deste estudo é investigar a epidemiologia da urolitíase em mulheres no Brasil entre 2017 a 2022, focando em morbidade e mortalidade. METODOLOGIA: Estudo epidemiológico transversal utilizando dados do SIH-SUS e SIM-SUS do DATASUS, analisando internações e óbitos por urolitíase em mulheres de 15 a 80 anos ou mais nas cinco regiões brasileiras. As variáveis incluíram faixa etária, raça/cor e caráter do atendimento (eletivo ou urgência). RESULTADOS: Observou-se 70% das internações por urolitíase foram de urgência, com maior incidência na faixa etária de 30-39 anos e predominância de mulheres brancas (55%). A região Sudeste registrou 49% dos casos. A mortalidade foi maior entre mulheres de 80 anos ou mais (21%) e predominou na região Sudeste (50%). A maioria dos óbitos ocorreu por calculose do rim e ureter (97,2%), com predominância em mulheres brancas (62%). DISCUSSÃO: A alta incidência de urolitíase em mulheres brancas pode ser atribuída a fatores socioeconômicos e acesso a cuidados de saúde. A prevalência na região Sudeste reflete hábitos alimentares e estilo de vida. A análise por sexo mostrou uma mudança gradativa no perfil epidemiológico, com mulheres apresentando maior vulnerabilidade a cálculos urinários devido a fatores hormonais e socioeconômicos. CONCLUSÃO: A pesquisa reafirma a necessidade de políticas públicas focadas na prevenção da urolitíase, através da educação em saúde, melhorias nos hábitos alimentares e incentivo à hidratação adequada. A alta prevalência de casos de urgência e mortalidade em mulheres destaca a urgência de intervenções específicas para melhorar a qualidade de vida e reduzir morbidade e mortalidade associadas à urolitíase.
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